quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Universidade do Minho cria modelo inovador de ensino experimental das ciências para crianças

"O Instituto de Educação da Universidade do Minho tem vindo a desenvolver uma inovação pedagógica, com a designação de Ensino Experimental Reflexivo das Ciências no 1º Ciclo, que tem melhorado visivelmente o estilo reflexivo e a auto-confiança das crianças, bem como o seu desenvolvimento das capacidades cognitivas, da linguagem e das competências para resolver novos problemas do quotidiano."

Ver em:

http://www.ie.uminho.pt/ModuleLeft.aspx?mdl=~/Modules/UMEventos/EventoView.ascx&ItemID=3119&Mid=171&lang=pt-PT&pageid=3&tabid=0

http://umonline.uminho.pt/uploads/clipping/NOT_32825/20100811452528063750.pdf

1 comentário:

Jorge Gouveia disse...

Quero felicitar o Professor Paulo Valera pela trabalho que desenvolveu no âmbito da sua tese de Doutoramento. É mais um contributo para “dar a ver” a todos que querem ver as potencialidades de um ensino centrado na descodificação das ideias das crianças. Ainda não tive tempo de ler com a merecida atenção. Reparei que foi um estudo muito ambicioso – como penso ser apanágio de uma tese de doutoramento. Desenvolveram 40 horas/ano de ensino experimental/reflexivo. Para mim, isto é o ideal. Essas crianças nunca serão as mesma. Esse estudo irá deixar marcas (sementes) nos alunos. Porquê? Eu sei que o ensino dessa natureza mobiliza todos os intervenientes. E, quem sabe, não escolherão a profissão de professor?
O ensino reflexivo nota-se a olhos vistos? Sim. Pelo menos eu noto, porque estou desperto para isso. Isto é, como dizia o Professor de Electrónica Sousa Lopes da FCUL – Departamento de Física, “ só conseguimos ver os sinais quando procuramos ou esperamos encontrar alguma coisa parecida”.
A este respeito, queria deixar aqui um pequeno episódio que se passou comigo e uma professora do ensino Pré-Escolar da EB1do Areeiro da Ilha Madeira.
No ano lectivo 2005-2006, tinha combinado com esta professora para explorar os ímanes na pré-II (alunos com 5 – 6 anos). Começamos a sessão e exploramos os assuntos em parceria - como combinado. Passados os instantes, notei que a professora era diferente, estava sempre a questionar/orientar os alunos de forma diferente:

o que vês?
o que sentes?
vá lá diz...
porquê dizes que …
o que pensas que irá acontecer...
...
Mesmo durante a sessão, perguntei-lhe: Conhece o Professor Joaquim Sá? - Sim! Foi meu professor na Faculdade!
Respondi-lhe que o que estava a fazer com os suas crianças era algo parecido do que eu tinha lido nos livros do professor Joaquim Sá.
Devo dizer que a formação de professores no Ensino Pré-Escolar (não sei se é assim que se classifica) da Universidade do Minho deixa marcas no que diz respeito ao ensino reflexivo. Não quero desfazer os outros professores de outras Faculdades, mas eu notei algo de diferente, penso que tem haver com a a linha seguida na vossa Faculdade, em particular, pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho que pauta-se por um “Ensino Experimental Reflexivo das Ciências no 1º Ciclo”.

Por hoje é tudo.

Jorge Gouveia